VÍCIO EM MACONHA E CIGARRO | Manda um Vídeo

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VÍCIO EM MACONHA E CIGARRO

"Se você está passando por algo parecido — seu filho usa maconha e cigarro, recusa ajuda, mostra agressividade e parece “preso” ao vício — saiba que isso é mais do que um problema de comportamento. É uma questão de saúde mental e dependência, que precisa de cuidado conjunto, estratégia e acompanhamento profissional. Neste vídeo, discutimos um cenário comum em muitas famílias: além do uso de substâncias, aparecem conflitos intensos, resistência ao tratamento e a sensação de impotência (“não vejo outra forma senão exigir que ele pare”). A verdade é que, muitas vezes, exigir por conta própria não resolve — pode até aumentar a tensão e piorar a agressividade. O caminho mais eficaz é tratar o vício e a saúde mental ao mesmo tempo, com um plano terapêutico e limites consistentes. ## 1) A agressividade pode ser parte do quadro (e precisa de avaliação) Quando há dependência química, alterações de humor e uso de medicamentos como quetiapina e outros fármacos, mudanças comportamentais podem se intensificar. A agressividade pode estar relacionada a: - abstinência/compulsão e desregulação emocional - comorbidades (ansiedade, depressão, transtornos de humor, psicoses, TDAH etc.) - efeitos de substâncias e interações - falhas no ajuste de medicação ou na abordagem terapêutica Por isso, o foco deve ser sempre médico e multiprofissional: psiquiatra + psicólogo/terapeuta + estratégias de cuidado familiar. ## 2) Medicamentos não “substituem” o tratamento da dependência Você citou o uso de quetiapina e outros medicamentos (como Aristab e Exodus). Mesmo que a medicação ajude sintomas psiquiátricos, ela geralmente não é suficiente sozinha para interromper o uso de maconha e cigarro. Dependência costuma exigir: - psicoterapia específica (ex.: abordagem motivacional, terapia cognitivo-comportamental, prevenção de recaídas) - plano para manejo de gatilhos e rotina - suporte familiar e comunicação sem escalada de conflito - acompanhamento contínuo ## 3) Recusa não significa que “não tem tratamento” Muitos pacientes não querem parar no início. Isso não impede a busca de cuidado. Famílias podem e devem se organizar mesmo quando o usuário resiste, por exemplo: - conversar com o psiquiatra/serviço para ajustar o plano - buscar orientação para manejo de crise - iniciar terapia/acolhimento para a família (muito melhora o resultado) - avaliar possibilidades de tratamento estruturado (ambulatório, internação em situações específicas, comunidades terapêuticas com critérios, CAPS/serviços de saúde mental) ## 4) Limites firmes podem existir — mas com estratégia Dizer “tem que parar” pode ser necessário em termos de segurança e convivência, porém precisa ser feito com um método que reduza confronto. Na prática, limites eficazes costumam incluir: - regras claras e combinadas (com consequências acordadas) - evitar discussões durante intoxicação, crise ou irritação - foco em segurança e rotina - reforço de qualquer decisão saudável do filho (mesmo pequenas) O objetivo é “não entrar no jogo” do conflito, mantendo presença, suporte e coerência. ## 5) O que fazer agora (passos concretos) Se há uso de maconha e cigarro, dependência e agressividade, alguns próximos passos podem ajudar: 1. **Marcar avaliação/retorno com urgência** com o psiquiatra (principalmente para agressividade e recusa ao tratamento). 2. **Solicitar avaliação completa** para comorbidades e checar adequação de medicações (dose, horário, efeitos colaterais, interações). 3. **Procurar psicoterapia** com abordagem para dependência e manejo de recaídas. 4. **Buscar orientação para a família** (técnicas de comunicação e manejo de crise). 5. **Garantir segurança**: se houver risco de agressão grave, não espere — procure serviço de emergência/saúde mental ou orientação imediata. ## Conclusão: apoio, tratamento e cuidado em conjunto O vício não é falta de vontade; é uma condição que piora quando o paciente fica sozinho, sem plano, ou quando a família só consegue lidar com o problema na base da cobrança. Este vídeo reforça uma mensagem essencial: **você pode exigir limites por segurança e, ao mesmo tempo, buscar um plano de tratamento integrado para a saúde mental e a dependência**. Com acompanhamento correto, ajustes terapêuticos e suporte familiar, é possível construir um caminho de melhora. Se você quiser, me diga: a idade do seu filho, há quanto tempo ele usa, como é a agressividade (frequência e situações) e qual rede vocês já tentaram (CAPS, psicólogo, psiquiatra, internação). Assim, consigo sugerir um roteiro de passos mais direcionado para o seu caso."